De súbito uma vontade incontrolável e indomável de derramar, na mais vil e desequilibrada forma de expressão, milímetros de grafite que expressem imensidades mínimas que se rebatam como milhares de reflexões que se torcem sobre si mesmas e projectam imagens pouco mais que meros semblantes de verdade.De uma vontade incontrolável e indomável de imortalizar na escrita e na literatura construções vazias de pensamentos nenhuns, numa velocidade assombrosamente assustadora que trespassa o silencio dos que nada dizem. Esses, ah!, senhores do tempo, progenitores de brinquedos oscilantes e pendulares, monumentos incorpóreos e inexistentes de uma magistral prisão! Tempo! Sim, esse, monstro consumidor de partículas silenciosas; monstro construtor de épocas fingidas e de protótipos equidistantes de cada coisa e de coisa nenhuma em concreto. Ambiguidade própria de tal nome.
Enfim, curioso este ínfimo instante no qual a imaginação libertou algo que não saberei adjectivar e assim a tenho divagada em pequenos traços de mundo enquanto passa e esmorece esbatendo-se por tão pouco, diria ainda, pouquíssimo.
Ah! Foi-se.
De resto, adeus!
wilson figueiredo.


