Nada [...] adeus

Nada tão arquétipo e simbólico como um benevolente adeus. Uma despedida levianamente descuidada. Um descuido transfigurado em exíguos oxímoros incongruentes.

Um sujeito arquitectónicamente surreal. Pesadamente perdido. Pesadamente subvalorizado. Ei-lo misterioso, ousador de vitupérios mundanos. Ousado ao vituperar a tua indómita razão.

Valor?! [...]


 wilson figueiredo. 

Se os meus olhos

Se os meus olhos não ardessem era bem capaz de ver para lá do negrume da densidade! As pestanas dilatam como se tudo tivesse escuro, será uma dádiva poder ser cego? É concedido o cargo de não visionamento, não ver para lá do que mais de lógico devíamos ter a "beleza interior". Mas o conceito visual ocupa uma estatura acima da média nos novos tempos que enfrentamos, ou fazemos parte dela ou simplesmente não somos aceites. Acompanhamos a luxúria dos ricos ou ficamos pela modéstia dos pobres.

Como pode uma patética concepção, entre tantas outras, ter tanto significado, como pode uma ilusão conseguir controlar meio mundo?


wilson figueiredo.